sábado, 27 de setembro de 2008

Ontology and Aesthetics of Digital Art


No Vol. 66 – nº2 da Primavera de 2008, a revista The Journal of Aesthetics and Criticism, publicou um artigo assinado por Paul Crowther intitulado Ontology and Aesthetics of Digital Art.
Neste escrito pretende Paul Crowther mostrar a importância da arte digital, como ampliador de possibilidades e de soluções estéticas. Porém, a argumentação deriva-se-lhe para “the possibilities presented by the foundational contour-mass áxis of the pictural”, que os “digital Works had reopened”. Do que anuncia no título, para além das evidentes particularidades operativas, que podem justificar o Ontology, nada mais. A importância estética e criativa, atribui-a a características operativas e difusoras, como a aparente a-espacialidade das obras, a reprodutividade sincrónica e a simultaneidade geográfica; e ainda a interactividade.
Em termos absolutamente razoáveis, um trabalho de arte digital, resume-se a um ficheiro de texto em idioma de programação; em termos práticos, esse ficheiro inicial é visualizado sob a forma de imagem bidimensional materializada no ecrã, impressa num suporte, ou sendo objecto tridimensional, materializado por via de impressoras 3D. Absolutamente diferente das técnicas gráficas tradicionais, é verdade; mas em termos de fruição e de avaliação estética, exactamente igual às outras disciplinas (pintura, desenho,…). Técnicas e registos não são linguagens. Ainda que produzidas por métodos inauditos, as imagens computacionalmente geradas, sujeitam-se, grosso modo, às regras fundadoras da linguagem gráfica e pictórica.
Coroa Paul Crowther o seu artigo com “offer a kind of purer, more absolute illusion of the three dimensional itens and state of affairs”. O omnipresente equívoco do realismo a manietar-nos; quando a definição e finalidade da arte não é simular/reproduzir realidades, mas sim criá-las, com todo o irrealismo que daí possa advir.

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