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segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Parabéns, JORGE DE SENA!

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Mas quem de liberdade e lealdade,
como de amor humano se viveu,
fica num espaço cada vez mais vasto
onde os vivos que traíram e os mortos que morreram
tremem de ser lembrados com saudade ardente.
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de Quando penso - Jorge de Sena 24 de Dezembro de 1972

terça-feira, 9 de junho de 2009

"Há tempos convenientes e dias apropriados para se atearem fogos" - Sun Tzu (A arte da guerra)

10 de Junho.

Hoje celebra-se Lusitânia! Uma vez no ano deseclipsa-se o Sol...
No que mais me entristece a minha pátria, é a menoridade a que se acomoda; o desprezo do ouro próprio... na auto-satisfação da ignorância pretendida sageza.

"...a dignidade humana é feita, (mas) de muito singelos e modestos valores imanentes: respeito e tolerância, honestidade e simpatia, horror do mesquinho e do mediocre, e outras destas coisas mais, como a consciência de que o mal só nasce e só existe de haver uma ideia de bem que, sendo imposta, martiriza e mutila o esplendor de existir-se." - Jorge de Sena

Isto é Luz! Nos antípodas comendas e comendadores...


"........................................ esteve perto
De destruir-se o Reino totalmente;
Que um fraco Rei faz fraca a forte gente." - Luis Vaz de Camões


Mas são os mais desprezados, os mais compreensivos...


"........"Nunca vos falaram como a filhos, nunca vos pagaram como a homens, nunca vos trataram como a anjos". E creio que isto basta!" - Jorge de Sena


As duas citações de Jorge de Sena, são retiradas do prefácio de 1971 para a edição de Os Grão-capitães. A citação de Luis de Camões, do canto III de Os Lusiadas.

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

Manuel Maria Barbosa du Bocage

Lembro, com alguns dias de antecipação, o desaparecimento de Bocage; poeta enorme... e de obra muito menos conhecida do que o seu nome!

Vós, crédulos Mortais alucinados
De sonhos, de quimeras, de aparências,
Colheis por uso erradas consequências
Dos acontecimentos desastrados.
*
Se à perdição correis, precipitados
Por cegas, por fogosas impaciências,
Indo a cair, gritais que são violências
De inexoráveis Céus, de negros Fados.
*
Se um celeste Poder, tirano e duro,
Às vezes extorquisse as liberdades,
Que prestava, oh Razão, teu lume puro?
*
Não forçam corações as Divindades,
Fado amigo não há, nem Fado escuro:
Fados são as paixões, são as vontades.