O Cinanima na Culturgest...
No dia 30 de Novembro, a Culturgest exibiu uma selecção de filmes premiados no festival de Espinho; a escolha foi feita pela organização do festival.
Gostei! De uns mais, de outros nem tanto... como é normal. Diversas as técnicas, diversos os moralismos, genéricamente bom o resultado final. Realço Lost and found de Philip Hunt, com grande unidade e coerência de argumento e técnica; bom storyboard e consequente estrutura narrativa. Diversamente, numa técnica em que o computador serve só para "animar" sequências de desenhos produzidos com meios exteriores, Pássaros de Filipe Abranches, depurado e imaginativo, e, O direito à infelicidade do colectivo Nefasto, com bom recurso às sombras chinesas.
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terça-feira, 1 de dezembro de 2009
segunda-feira, 20 de julho de 2009
Encompassing the Globe...
No Museu Nacional de Arte Antiga, entre os dias 16 de Julho e 11 de Outubro...
... a justificar visita(s) prolongada(s).
É a confirmação inequívoca de como andam incompletas as Histórias da Arte.
... a justificar visita(s) prolongada(s).
É a confirmação inequívoca de como andam incompletas as Histórias da Arte.
terça-feira, 2 de junho de 2009
Lisboa - Plataforma Transcultural para o Século XXI...
No dia 29 de Maio concluiu-se a série de eventos com vista à constituição da Plataforma Transcultural para o século XXI, em Lisboa, e realizou-se a sessão em que se procedeu às conclusões/balanço que resultaram desses eventos. Na mesa: Pedro Costa, M. da Costa Babb, M.L. Lima dos Santos, Luís Serpa, Andrea Phillips, Ana Tostões, A. Cerveira Pinto.
Foi simpático. Muito refrescamento de termos… para significar as mesmas coisas, ou quase; a fragmentação excessiva das matérias propicia-o, a dinâmica periodista da moda impõe-o. A intenção conta, e é boa!
Conclusões:
Uma consideração mais enfática da importância económica das áreas culturais e criativas, por via directa e indirecta; sobretudo nas vertentes do entretenimento e acções de massas. É uma consequência natural do modelo ocupacional dos tempos de lazer das actuais sociedades ditas desenvolvidas.
A contribuição de experiências estrangeiras foi seguramente importante… a globalização tende para a standardização. Não sei se se chegaram a conclusões que não se conhecessem já… talvez sim.
Pessoalmente, realço a importância de um termo/conceito que ouvi bastante, e cuja concretização pode, de facto, fazer a diferença; outros povos usam-no habitualmente, os portugueses não muito.
COLABORATIVIDADE
É a palavra mágica. Isso sim, isso seria um verdadeiro passo de gigante, e traria mudança real. O reconhecimento da qualidade e criatividade, ideias e actos… mesmo quando não venham daqueles de quem esperava-mos ou gostava-mos que viessem.
COLABORATIVIDADE.
É bom… e vantajoso, expandir os círculos; abri-los a “sangue novo”. Afinal é assim que as coisas se fazem!
A estratégia de implementação da iniciativa foi inteligente, a concretização será uma certeza. Parabéns a Luís Serpa e André Dourado.
Foi simpático. Muito refrescamento de termos… para significar as mesmas coisas, ou quase; a fragmentação excessiva das matérias propicia-o, a dinâmica periodista da moda impõe-o. A intenção conta, e é boa!
Conclusões:
Uma consideração mais enfática da importância económica das áreas culturais e criativas, por via directa e indirecta; sobretudo nas vertentes do entretenimento e acções de massas. É uma consequência natural do modelo ocupacional dos tempos de lazer das actuais sociedades ditas desenvolvidas.
A contribuição de experiências estrangeiras foi seguramente importante… a globalização tende para a standardização. Não sei se se chegaram a conclusões que não se conhecessem já… talvez sim.
Pessoalmente, realço a importância de um termo/conceito que ouvi bastante, e cuja concretização pode, de facto, fazer a diferença; outros povos usam-no habitualmente, os portugueses não muito.
COLABORATIVIDADE
É a palavra mágica. Isso sim, isso seria um verdadeiro passo de gigante, e traria mudança real. O reconhecimento da qualidade e criatividade, ideias e actos… mesmo quando não venham daqueles de quem esperava-mos ou gostava-mos que viessem.
COLABORATIVIDADE.
É bom… e vantajoso, expandir os círculos; abri-los a “sangue novo”. Afinal é assim que as coisas se fazem!
A estratégia de implementação da iniciativa foi inteligente, a concretização será uma certeza. Parabéns a Luís Serpa e André Dourado.
sexta-feira, 22 de maio de 2009
Plataforma Transcultural para o século XXI...
Realizou-se no passado dia 21, na Culturgest, mais uma das iníciativas incluídas no projecto de constituição em Lisboa de uma Plataforma Transcultural para o século XXI. O tema: Como encarar a deriva das indústrias culturais para as indúsrias criativas?
Os oradores: Carlos Fortuna, Dalila Rodrigues e Raquel Henriques da Silva, à última hora, também Catarina Selada.
O modelo apresentado para esta iníciativa foi o de mesa redonda (que acabou rectangular e de sentido único). De facto o que se viu foi uma conferência; talvez, se tivessem sido mais os escassos minutos dedicados ao "diálogo", (na prática perguntas à mesa) e tivesse havido interacção e troca de opiniões, se colhessem maiores frutos e criatividade.
Carlos Fortuna teve uma intervenção absolutamente académica e estritamente teórica, demasiado abstractizada e com alguma redutibilidade exclusora potencialmente perigosa; porque, como disse uma das oradoras "...é bom que o T de tolerância seja bem grande, porque nunca se sabe por onde anda a criatividade."
Nas intervenções de Dalila Rodrigues e de Raquel Henriques da Silva, ressaltou o conhecimento de campo e o saber que resulta da prática de concretização de projectos; o que foi muito interessante.
Por motivos circunstanciais Catarina Selada foi integrada neste painel, e isso foi bom, porque a sua intervenção acrescentou ao tema, a vertente económica e de sustentabilidade social.
No conjunto, pareceu-me evidente a carência da importância atribuída às questões do financiamente e auto-sustentação económica/financeira. Cuja responsabilidade aparece tácitamente como subjacente ao Estado. A verdade é que ao atribuir-se à cultura e à criatividade estatuto de indústria, é absolutamente imprescindível que se lhe imputem também as consequências resultantes dessa nova realidade; nomeadamente empreendorismo, independência financeira e auto-sustentabilidade. Mas a este respeito foram mais esclarecedoras as palavras de Luis Serpa, no encerramento dos trabalhos, evidênciando uma percepção muitíssimo realista destas questões. E assim, sendo ele o mentor do projecto, é crível, não só que se concretize, mas também que frutifique.
Os oradores: Carlos Fortuna, Dalila Rodrigues e Raquel Henriques da Silva, à última hora, também Catarina Selada.
O modelo apresentado para esta iníciativa foi o de mesa redonda (que acabou rectangular e de sentido único). De facto o que se viu foi uma conferência; talvez, se tivessem sido mais os escassos minutos dedicados ao "diálogo", (na prática perguntas à mesa) e tivesse havido interacção e troca de opiniões, se colhessem maiores frutos e criatividade.
Carlos Fortuna teve uma intervenção absolutamente académica e estritamente teórica, demasiado abstractizada e com alguma redutibilidade exclusora potencialmente perigosa; porque, como disse uma das oradoras "...é bom que o T de tolerância seja bem grande, porque nunca se sabe por onde anda a criatividade."
Nas intervenções de Dalila Rodrigues e de Raquel Henriques da Silva, ressaltou o conhecimento de campo e o saber que resulta da prática de concretização de projectos; o que foi muito interessante.
Por motivos circunstanciais Catarina Selada foi integrada neste painel, e isso foi bom, porque a sua intervenção acrescentou ao tema, a vertente económica e de sustentabilidade social.
No conjunto, pareceu-me evidente a carência da importância atribuída às questões do financiamente e auto-sustentação económica/financeira. Cuja responsabilidade aparece tácitamente como subjacente ao Estado. A verdade é que ao atribuir-se à cultura e à criatividade estatuto de indústria, é absolutamente imprescindível que se lhe imputem também as consequências resultantes dessa nova realidade; nomeadamente empreendorismo, independência financeira e auto-sustentabilidade. Mas a este respeito foram mais esclarecedoras as palavras de Luis Serpa, no encerramento dos trabalhos, evidênciando uma percepção muitíssimo realista destas questões. E assim, sendo ele o mentor do projecto, é crível, não só que se concretize, mas também que frutifique.
terça-feira, 19 de maio de 2009
A magia das marionetas...
Twin Houses
Integrado no FIMFA Lx9, realizado pelo Teatro de Marionetas A Tarumba, o espectáculo da companhia belga Mossoux-Bonté, Twin Houses, é um bom exemplo de complementaridade das técnicas e registos. De como a sua utilização sincrónica é um factor enriquecedor do produto final. Twin Houses é simultaneamente terno e dramático. Um palco negro, um foco de luz a iluminar um ser híbrido... - misto de dançarina e marioneta- ...só isto, e está criado à partida um universo de emoção e de magia. Depois é engenho e arte!
Básicamente, o tema é a divisão em que vive o ser humano; que diz: eu, mas diz também: o meu corpo, como se o corpo não fosse o eu... mas um apêndice.
A execução de Nicole Mossoux é excelente; e a sobriedade minimalista da cenografia, adequada, sustentando as acções sem interferir em protagonismos. É um bom espectáculo!
Integrado no FIMFA Lx9, realizado pelo Teatro de Marionetas A Tarumba, o espectáculo da companhia belga Mossoux-Bonté, Twin Houses, é um bom exemplo de complementaridade das técnicas e registos. De como a sua utilização sincrónica é um factor enriquecedor do produto final. Twin Houses é simultaneamente terno e dramático. Um palco negro, um foco de luz a iluminar um ser híbrido... - misto de dançarina e marioneta- ...só isto, e está criado à partida um universo de emoção e de magia. Depois é engenho e arte!
Básicamente, o tema é a divisão em que vive o ser humano; que diz: eu, mas diz também: o meu corpo, como se o corpo não fosse o eu... mas um apêndice.
A execução de Nicole Mossoux é excelente; e a sobriedade minimalista da cenografia, adequada, sustentando as acções sem interferir em protagonismos. É um bom espectáculo!
quinta-feira, 7 de maio de 2009
A M - Lisboa: Plataforma Transcultural para o Século XXI...
Durante este mês realizam-se na Culturgest, em diversos dias, seminários, mesas redondas e conferências sobre a temática da cultura - A M - Lisboa: Plataforma Transcultural para o Século XXI; menos na perspectiva dos criadores e mais na dos gestores, é o que os títulos dos diversos eventos sugerem.
Considero-me pouco dado a inibições linguísticas, mas confesso que expressões como: Indústrias criativas, e Engenharia cultural (...e já deu para ver ao que conduziu a engenharia financeira!), me deixam céptico e duvidoso; ainda assim, gosto de aprender e de saber o que pensam os outros, e, mesmo que indirectamente, a verdade é que também tem a ver com o que eu faço. Espero pois poder assistir a alguns destes eventos... (não porque pretenda criar um hotel de charme no Mosteiro dos Jerónimos... é só mesmo para estar a par) ...sem preconceitos à priori, e sempre convicto de que se podem gerar bons contributos para a cultura.
Considero-me pouco dado a inibições linguísticas, mas confesso que expressões como: Indústrias criativas, e Engenharia cultural (...e já deu para ver ao que conduziu a engenharia financeira!), me deixam céptico e duvidoso; ainda assim, gosto de aprender e de saber o que pensam os outros, e, mesmo que indirectamente, a verdade é que também tem a ver com o que eu faço. Espero pois poder assistir a alguns destes eventos... (não porque pretenda criar um hotel de charme no Mosteiro dos Jerónimos... é só mesmo para estar a par) ...sem preconceitos à priori, e sempre convicto de que se podem gerar bons contributos para a cultura.
sábado, 2 de maio de 2009
segunda-feira, 27 de abril de 2009
quinta-feira, 23 de abril de 2009
quarta-feira, 22 de abril de 2009
quinta-feira, 16 de abril de 2009
segunda-feira, 13 de abril de 2009
quinta-feira, 9 de abril de 2009
segunda-feira, 6 de abril de 2009
domingo, 5 de abril de 2009
sexta-feira, 27 de março de 2009
Sobre a Salomé de Karoline Gruber...
O problema das expectativas são as desilusões; relacionam-se em proporção directa!
Obra de arte superior suporta tudo...
Obra de arte superior suporta tudo...
segunda-feira, 23 de março de 2009
sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009
Anima Lusitaneae...
Na Primavera mostrarei Anima Lusitaneae. Título genérico de uma série composta por gravura, pintura a óleo, texto de ficção (novela), escultura em vidro e pedra; e na qual, revisitando referências incontornáveis da nossa cultura, medito a Alma Lusa.
Entretanto, um belo texto de Ramos Rosa:
de As Musas
Entretanto, um belo texto de Ramos Rosa:
de As Musasterça-feira, 17 de fevereiro de 2009
A Tempestade de Shakespeare segundo John Mowat
Fui ao Chapitô, vi, e gostei!
Globalmente é fiel à história de Shakespeare, ainda que as diferenças sejam grandes; desde logo porque torna comédia, o que na origem é drama. A estrutura narrativa mantém-se; os pormenores são contemporaneizados. A ambiência sonora e as luzes tem um importante desempenho, e são fundamentais, em face da depuração cénica hiper minimalista - três corpos, um livro, um pedaço de tecido. A assunção de várias personagens pelos três actores é um desafio enorme (é o tipo de opção em que a construção clara de cada personagem, é decisiva); no essêncial resulta, sobretudo se o espectador conhece a obra original. A simbiose com o público resulta totalmente. Talvez a especificação de procedimentos cénicos e a hierarquização dos elementos da narrativa visual, com a eventual expansão de alguns, pudesse optimizar os resultados; que de qualquer modo são bons. De resto, a tenda do Chapitô estava repleta, e no fim a assistência não negou o aplauso aos actores; e quando assim é...
Globalmente é fiel à história de Shakespeare, ainda que as diferenças sejam grandes; desde logo porque torna comédia, o que na origem é drama. A estrutura narrativa mantém-se; os pormenores são contemporaneizados. A ambiência sonora e as luzes tem um importante desempenho, e são fundamentais, em face da depuração cénica hiper minimalista - três corpos, um livro, um pedaço de tecido. A assunção de várias personagens pelos três actores é um desafio enorme (é o tipo de opção em que a construção clara de cada personagem, é decisiva); no essêncial resulta, sobretudo se o espectador conhece a obra original. A simbiose com o público resulta totalmente. Talvez a especificação de procedimentos cénicos e a hierarquização dos elementos da narrativa visual, com a eventual expansão de alguns, pudesse optimizar os resultados; que de qualquer modo são bons. De resto, a tenda do Chapitô estava repleta, e no fim a assistência não negou o aplauso aos actores; e quando assim é...
sexta-feira, 16 de janeiro de 2009
Rembrandt no Museu Nacional de Arte Antiga...
Titus sentado à secretária, e algumas gravuras e desenhos da colecção do Museu Boijmans van Beuningen, podem ser fruídos até ao dia 8 de Fevereiro, no Museu Nacional de Arte Antiga em Lisboa.
Ver Rembrandt é sempre um prazer! O dourado da luz nas pinturas, a sua beleza (mesmo na gravura); o desenho…
Era eu menino, muito menino mesmo, no início da escolaridade, quando conheci o pintor através de uma biografia em banda desenhada. Foi o primeiro artista que conheci. Foi quando soube o que queria fazer com a minha vida.
Rembrandt van Rijn. Grandes expectativas primeiro; depois vida difícil, dramática, miserável no fim. Ficou a obra!
Ver Rembrandt é sempre um prazer! O dourado da luz nas pinturas, a sua beleza (mesmo na gravura); o desenho…
Era eu menino, muito menino mesmo, no início da escolaridade, quando conheci o pintor através de uma biografia em banda desenhada. Foi o primeiro artista que conheci. Foi quando soube o que queria fazer com a minha vida.
Rembrandt van Rijn. Grandes expectativas primeiro; depois vida difícil, dramática, miserável no fim. Ficou a obra!
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